[Crônica] O MOCINHO E OS BANDIDOS. By Rubens Bizarro Romariz

15/02/2018 11:16

O MOCINHO E OS BANDIDOS.

 

Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem.” ( Emerson)

 

Rubens   Bizarro   Romariz.

 

rb.romariz@ig.com.br

               

     Somos discípulos do cinema americano. A geração atual que dirige o país viveu os tempos em que todos frequentaram as salas dos cinemas. Tio Sam nos disciplinou e nos doutrinou na procura dos bandidos e dos mocinhos. Não me lembro quem fazia o papel de Robin Hood, mas a frase importante ficou  gravada:

 “ Vamos roubar dos ricos e dar aos pobres.

         Já com os três mosqueteiros, na busca da justiça francesa, a frase mais marcante: “Todos por um e um por todos”. O Rei Luís XIV também dizia uma frase muito importante: “ Vocês são os mais úteis dos meus soldados.” “Eu os amo a todos...” Mas, por baixo dos panos, fazia o possível para arruiná-los. Coincidências:  (No Brasil aplica-se muito por baixo dos panos...)

         Agora, em filmes de Tarzan, o palavreado era curto e grosso: “Eu Tarzan, você Jane”. “Eu Tarzan, você boa.” Aí, a Jane já de saco cheio mandava o Tarzan buscar um cacho de banana na floresta. Tarzan viajava em cipó e Jane aproveitava para nadar na lagoa azul.

          Outro filme importante na domesticação dos nossos tupiniquins foi Ricardo Coração de Leão com a frase: “ Meu reino por um cavalo”. Esse filme fez-me lembrar do então presidente Figueiredo, quando não mais suportando os preparativos para a posse de José Sarney para presidente do Brasil, disse: “Não passo a faixa presidencial. Prefiro o cheiro de meus cavalos que o reino que não reconheço’. O ex-presidente que sempre diz que nada sabia, afirmou: “-Sou o presidente dos pobres vim para São Paulo em Pau de Arara, e minha mãe nasceu e morreu analfabeta.”  Verdade, porém todas as mães nascem analfabetas.

         Outro filme importante presente  na nossa cultura foi “Ali Babá e os Quarenta Ladrões”. Ali Babá guardava tudo na caverna de uma gruta mágica, que somente abria suas portas com a célebre frase: “ Abre-te Sésano”.

         Se o Brasil soubesse fazer filmes poderia fazer “O Mensalão” com os 40 envolvidos e a sensação da secretária Fernanda karina fazendo um “stipritise”na Playboy. Lógico que o inquérito jamais conseguiria descobrir o local da caverna secreta do esconderijo do maior roubo dos quarenta envolvidos. Nesse caso, os bandidos venceriam com o final que dizia:- “Vamos roubar dos pobres e dar aos ricos”.

          Hoje, inventaram os Bancos que guardam tudo, computadorizado em grandes lucros. Esse filme deu ao povo o conceito: “Ele rouba, mas faz”.

         Já no filme de “Sansão e Dalila,” confesso que na época, pela minha ingenuidade, não entendia porque Sansão perdeu a cabeça, digo os cabelos, para a Dalila, ficando tão fraco e com os olhos queimados. Somente, bem mais tarde é que compreendi, vendo o presidente Menem da Argentina, expulsando a sua esposa do palácio da Casa Rosada, Zulema Yoma, quando descobriu sua intenção de querer cortar as suas costeletas. Naquele instante compreendi porque o Menem, se lembrando da Dalila, fugiu da armadilha.

 Alguém precisa pedir ao Lula para assistir ao filme  “Sansão e Dalila”, afinal aquele boné dos “Sem Terra”, poderia ter uma tesoura oculta, e sem cabelos poderá ficar cego e sem força para o comando das esquerdas dos “ Che-Guevara” .

         Já o filme Jack o “Extripador”, rodado em Londres de muita neblina, demonstrou a raiva do assassino que acabava por matar belas donzelas. Ficou célebre a frase do então governador Maluf em defesa das nossas donzelas brasileiras com a frase: “ Estupra, mas não mata ”.

         O mesmo governador depois de assistir ao filme “Ao Mestre com Carinho” com Potier, aplicou a célebre frase às professorinhas que faziam greve: “ Vocês não ganham mal, são apenas mal casadas.”

         Atualmente, nos tempos modernos, os “Tupiniquins preferem   

assistir às    novelas, ou guardar frases importantes dos políticos em defesa da plebe: “ Vamos acabar com os Marajás”, ou “ Defenderei os Descamisados”, ou “ Sou o Presidente dos Brasileiros e das Brasileiras”`, ou confiem em mim, afinal sou de “Saco Roxo”, ou vou dar “ Dez milhões de Empregos”, ou “ Vou Acabar Com os Quem têm Fome” ou ...

         O que mais me emociona é ver nossos “Tupiniquins” chorarem em emoções toda vez que um presidente assume o cargo. Sempre foi assim, choraram por Tancredo, por Collor, por Fernando Henrique e por Lula tal como no filme de Robim Hood,  frase famosa que tirando dos ricos...

         Somos assim, sempre procurando descobrir o mocinho e os bandidos, pena que existam mais bandidos que mocinhos nos nossos filmes do cotidiano.

         Boa Sexta -Feira aos meus leitores, com o último filme “Made in Brazil”, Tudo recomeça no Brasil em novembro com o nascimento dos filhos do Carnaval,  muitos de olhos azuis ou verdes, baseado no filme “ Assim Caminha a Humanidade” com Rock Hudson, Elizabete Taylor e James Dean.

 

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