[Crônica] MINHAS DELIBERAÇÕES PARA 2.019. By RUBENS BIZARRO ROMARIZ

03/01/2019 08:20

MINHAS DELIBERAÇÕES PARA 2.019

 

RUBENS BIZARRO ROMARIZ  

 

rb.romariz@ig.com.br

 

“O passado já não é nosso. O futuro ainda não. Fiquemos com o que temos: o presente.”   (P.C. Vasconcelos Jr)

Com a chegada da corrida de São Silvestre, percebo sempre o fim do ano. Pergunto: O ano do Brasil termina numa corrida, ou começa? Sei lá, entretanto sempre é nesse dia que costumo tomar as minhas novas deliberações.

 Lembro-me de que não mais iria me preocupar se o Maluf escondeu o dinheiro nas Ilhas Caimã. Cumpri, nunca mais falei de Maluf. Agora sou contra a prisão de Maluf.  

 Essa prisão deveria ter sido feita no passado quando o Maluf recomendava a cada brasileiro comer um dente de alho por dia. A prisão de agora não tem mais sentido, afinal Maluf está doente e encerrou seu hábito de “Rouba Mas Faz”.

 Prometi que sempre veria as boas intenções do presidente e seus ministros. Não consegui. O mensalão de Lula ainda bem que terminou, já não aguentava mais ouvir o PT dizer que não existia.  Infelizmente não cumpri minhas deliberações políticas.

E como sempre o ano 2018 acaba com todos os corredores corrida de São Silvestre. O Galvão volta sempre, ele é capaz, quando irradia uma peleja de futebol, de descobrir o que o juiz pensa, não convêm comentar. Na verdade, fazer deliberações é fácil, difícil é cumpri-las. Assim, os deputados e senadores fazem promessas a seus votantes, porém uma vez lá acertam suas trocas com o governo e a oposição nunca ganha.

Lula quietou-se depois que ficou com a barba branca afinal foi preso. A barba é o ‘it’ dos petistas de carteirinha. Mesmo assim guardei algumas frases de impacto quando disse: Quem não estudar fica analfabeto. Ou minha mãe nasceu e morreu analfabeta. “Alguma mãe já nasceu alfabetizada?” Errar é humano, é preciso perdoarEu não sabia de nada, afinal no partido existem aloprados. A dona Dilma pretende criar um aparelho para estocar o vento, diz que é importante ter uma reserva de ventos para rodar as eólicas.

Prometo também esse ano não reclamar dos impostos. Com o de renda, o presidente Bolsonaro tem a aprovação do Congresso para fazer as doações. Do IPVA, metade fica com os prefeitos, que estão felizes com tantos carros na cidade! O IPTU é para ajudar a administração cuidar da cidade e da coletiva de assessores que bajulam o prefeito. 

Prometo também nunca mais me assustar com a descoberta de homens guardando dólares nas cuecas, afinal esse ato já faz parte da nossa democracia tupiniquim. É a lei do Gerson – É dando que se recebe. Sei que sempre haverá inquéritos: O simples e o rigoroso, tudo depende do réu.

     Lembro-me de todas as deliberações que tomei em outros finais de ano:

    Ainda em tempo de estudante, prometia ser o melhor da classe, ou que sempre tiraria dez de matemática. Prometia ter sempre uma namorada, ou namorar sempre uma de cada vez. Não mais roubar frutas da chácara do vizinho ou cumprir o que tinha prometido para o padre no confessionário. Entretanto, era sempre assim, com a chegada da corrida de São Silvestre, percebia que minhas deliberações não haviam sido cumpridas.

No ano que se acaba, havia prometido à minha mãe que iria à missa em todos os domingos, que veria as boas intenções dos governos, que pensaria que a seleção de futebol joga pelo amor ao Brasil e nunca pelos dinheiros que recebem.

Agora, com a nova corrida de São Silvestre anunciando a chegada do fim do ano, faço uma retrospectiva e acabo sempre descobrindo que piorei de minhas deliberações do ano que acaba. Meu consolo, é que poucos conseguem manter suas promessas. Collor, quando candidato a presidente, dizia que iria caçar todos os “Marajás”, não caçou e hoje é amigo do peito de Lula e Dilma.

A conclusão que chego é que fazer deliberações é fácil, difícil mesmo é realizá-las. Mesmo assim, para este novo ano tomei as novas deliberações. Não reclamar do governo federal, do imposto de renda, não duvidar do ministro Gilmar, não duvidar que a inflação é controlada, não pensar mal dos deputados, não me preocupar com a queda dos cabelos, pior foi o Sansão que perdeu a força e a visão por causa da Dalila. Não me preocupar com os “Sem Terra”, afinal a maioria do nosso povo Tupíniquim’ está sem terra todos votam nas eleições. Não me preocupar com a justiça os ‘togados’ estão sempre discutindo os direitos de cada um, afinal nunca esquecer que no nosso Brasil há dois tipos de inquéritos: O ‘Simples’ e o ‘Rigoroso”, tudo depende do réu. não pensar que o “Bolsa-Família” é a maior compra de votos no Brasil como afirmou Jarbas Vasconcelos.  

          Entretanto, prometo que na próxima corrida de São Silvestre, farei uma nova retrospectiva, e quem sabe melhorarei um pouco.

Feliz Ano Novo a todos os tupiniquins que podem ler porque um dia estudaram e não ficaram analfabetos, e um Feliz Ano Novo aos analfabetos que nunca saberão o que escrevemos. Afinal “Lula” diz que quem não estudar fica analfabeto, e nisso eu concordo.

 

 

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