DESAFIO DA NOVA GESTÃO CASTILHENSE, EXPECTATIVA DA POPULAÇÃO.

29/12/2016 12:02

DESAFIO DA NOVA GESTÃO CASTILHENSE, EXPECTATIVA DA POPULAÇÃO.

“Focar no presente, mas sempre olhando para frente!”

É com essa perspectiva que a prefeita eleita, já diplomada e que tomará posse nesse fim de semana pela cidade de Castilho pretende atuar nos próximos quatro anos. Porém, mesmo focando o presente e olhando o futuro, terá que resolver problemas de um passado não muito distante. Herdará uma prefeitura com arrecadação em queda, obras em andamento mal planejadas e gastos acelerados. Na contramão desse desafio, a prefeita encontrará uma população carente de políticas públicas sociais e sedenta por sangue novo na administração.

O resultado de outubro reflete bem essa ansiedade por mudanças. A votação histórica a favor da então candidata mostra que a população não digitou apenas o número 25 na urna, mas sim a esperança de uma Castilho melhor com Fátima/Espedito. Foram quase 60% do eleitorado (58,19%), dando voz a nova prefeita, já que eles mesmos não conseguiam mais gritar por socorro. 

Os números devem servir de termômetro para medir a responsabilidade de quem administrará no quadriênio 2017/2020. Já dizia Robert Willian, quanto maior a expectativa, maior também o risco de decepção. Fátima Nascimento não precisará ir muito longe para buscar experiência administrativa. Nascida em berço político, tendo o pai Pedro Gavioli – como primeiro prefeito por Nova Independência, e o saudoso marido - José Miguel Nascimento, como prefeito duas vezes pela cidade de Castilho, já tem base do que é governar para todos com justiça e lealdade.

Ainda assim, deve estar atenta aos novos tempos, as novas exigências e transformações da sociedade moderna. Não são apenas o pão e o leite que vão resolver as carências sociais. Pão e leite serão sempre bem vindos, mas que venham acompanhados de geração de emprego, renda e desenvolvimento. O pai de família quer ter a dignidade de sustentar a esposa e filhos por meio do seu próprio suor, mas também quer atendimento humanizado caso necessite do Fundo Social.

O homem do campo quer ter condições para produzir e precisa de boas estradas para escoar o que plantou e colheu. Esquecido há muito tempo, o comércio necessita de incentivo e valorização para garantir a geração de novos postos de trabalhos. Por meio de uma boa gestão é possível sim que em cada porta onde foi pregada a placa de ‘falência’ seja instalada uma nova com os dizeres: “inaugura-se”.

A precariedade da saúde, bem como o pouquíssimo respaldo dado ao único hospital deve estar entre as prioridades de governo. Ampliação de convênios e consultas médicas resulta em filas menores e redução no tempo de espera. Ainda será preciso mais. Garantir a geração futura uma educação de qualidade desde o ensino básico. Mais formação e capacitação aos professores e funcionários.

Para vencer todos esses desafios a prefeita deve olhar cada setor como único e essencial de sua administração. Portanto, um bom governo começa pela escolha da equipe certa. Pessoas que comungam dos mesmos pensamentos e ideais da Chefe do Executivo. Que vistam a camisa e se empenhem para ser a cada dia um leal servidor (do) público.

É nesta convicção que todos desejam que a futura administração possa colocar em práticas todas propostas de governo. Com isso, sobrará motivos para a cidade voltar a festejar seus mais tradicionais eventos, como carnaval, festa do pescador e outras culturas esquecidas ao longo dos anos. Não tenha dúvida que essas mudanças vão acontecer nos próximos quatro anos, ainda que paulatinamente. Em tempos de Natal é preciso que a luz da esperança e a estrela de Castilho voltem a brilhar e que nunca mais se apaguem.

Sidnei Ferreira, 

mestre em Comunicação pela UFMS, 

professor universitário AEMS, 

jornalista Rádio Independência FM

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